DOI: 10.5281/zenodo.19711761

 

Mariele Schmidt Canabarro Quinteiro

Professora da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas – FACISA da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT. Doutora em Política Social – UnB. Mestre em Direito – UFPA.

 

RESUMO

Este artigo investiga o conceito de “novo imperialismo” com base na obra de David Harvey, evidenciando a interligação entre a lógica territorial e capitalista do poder e as transformações do cenário internacional contemporâneo. Harvey argumenta que a expansão capitalista moderna se apoia na acumulação por espoliação, processo pelo qual recursos, terras, conhecimento e direitos são apropriados por meios legais e ilegais para sustentar a reprodução do capital. A análise se fundamenta na geografia histórica e na geopolítica, destacando o papel hegemônico dos Estados Unidos na condução da economia global e na imposição de regras institucionais por meio de organizações como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC). O estudo demonstra como o neoliberalismo, ao promover privatizações, liberalização de mercados e financialização, reforça a acumulação por espoliação, ao mesmo tempo em que concentra poder econômico e político. Além disso, o artigo aborda os mecanismos de resistência política e social gerados por essas práticas, incluindo movimentos antiglobalização, anti-imperialistas e alternativas de globalização, especialmente em regiões vulneráveis. Por fim, ressalta-se a importância do Estado na manutenção das estruturas que permitem a acumulação capitalista e na operacionalização do imperialismo contemporâneo, mostrando que o novo imperialismo, embora adaptado às condições atuais, é uma continuidade de práticas históricas de expansão e exploração capitalista.

Palavras-chave: Políticas Públicas, Ciclo de Políticas Públicas, Implementação, Segurança Pública, Avaliação de Políticas.