Mariele
Schmidt Canabarro Quinteiro
Professora da
Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas – FACISA da Universidade do Estado de
Mato Grosso – UNEMAT. Doutora em Política Social – UnB. Mestre em Direito –
UFPA.
RESUMO
Este artigo investiga o conceito de “novo imperialismo”
com base na obra de David Harvey, evidenciando a interligação entre a lógica
territorial e capitalista do poder e as transformações do cenário internacional
contemporâneo. Harvey argumenta que a expansão capitalista moderna se apoia na
acumulação por espoliação, processo pelo qual recursos, terras, conhecimento e
direitos são apropriados por meios legais e ilegais para sustentar a reprodução
do capital. A análise se fundamenta na geografia histórica e na geopolítica,
destacando o papel hegemônico dos Estados Unidos na condução da economia global
e na imposição de regras institucionais por meio de organizações como o Fundo
Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC). O
estudo demonstra como o neoliberalismo, ao promover privatizações,
liberalização de mercados e financialização, reforça a acumulação por
espoliação, ao mesmo tempo em que concentra poder econômico e político. Além
disso, o artigo aborda os mecanismos de resistência política e social gerados
por essas práticas, incluindo movimentos antiglobalização, anti-imperialistas e
alternativas de globalização, especialmente em regiões vulneráveis. Por fim,
ressalta-se a importância do Estado na manutenção das estruturas que permitem a
acumulação capitalista e na operacionalização do imperialismo contemporâneo,
mostrando que o novo imperialismo, embora adaptado às condições atuais, é uma
continuidade de práticas históricas de expansão e exploração capitalista.
Palavras-chave: Políticas Públicas, Ciclo de Políticas Públicas, Implementação, Segurança Pública, Avaliação de Políticas.

