DOI: 10.5281/zenodo.19711789

 

Mariele Schmidt Canabarro Quinteiro

Professora da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas – FACISA da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT. Doutora em Política Social – UnB. Mestre em Direito – UFPA.

 

RESUMO
Este artigo apresenta uma análise crítica da obra A Ideia de Brasil Moderno, de Octávio Ianni (1992), enfocando a questão social, as desigualdades estruturais e o processo de modernização econômica, política e cultural no Brasil. A análise demonstra como as estruturas do capitalismo e a atuação do Estado reproduzem e intensificam disparidades históricas herdadas do período escravocrata, persistindo mesmo diante do crescimento econômico, da industrialização e da modernização das instituições estatais. A obra de Ianni evidencia que a prosperidade econômica e a ampliação do aparato estatal não se traduzem necessariamente em redução das desigualdades, revelando a complexidade da realidade social brasileira. Além disso, o estudo aborda a evolução da questão social desde a escravidão, passando pelo período republicano, até os desafios contemporâneos, destacando a importância da cidadania e da organização social como instrumentos de resistência e transformação. O artigo também integra contribuições de outros autores, como Bourdieu, Gohn e Souza, que discutem a relevância da análise de Ianni para compreender a persistência da desigualdade, a exclusão social e os conflitos decorrentes da acumulação de capital e da organização do trabalho. Assim, a obra se consolida como referência fundamental para os estudos em sociologia, ciência política e políticas públicas, oferecendo ferramentas para interpretar os desafios históricos e contemporâneos da sociedade brasileira e refletir sobre alternativas de democratização e justiça social.

Palavras-chave: Brasil, Desigualdade Social, Modernização, Questão Social, Octávio Ianni.