Mariele Schmidt Canabarro Quinteiro
Professora da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas – FACISA da
Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT. Doutora em Política Social –
UnB. Mestre em Direito – UFPA.
RESUMO
Este artigo apresenta uma
análise crítica da obra A Ideia de Brasil Moderno, de Octávio Ianni
(1992), enfocando a questão social, as desigualdades estruturais e o processo
de modernização econômica, política e cultural no Brasil. A análise demonstra
como as estruturas do capitalismo e a atuação do Estado reproduzem e
intensificam disparidades históricas herdadas do período escravocrata,
persistindo mesmo diante do crescimento econômico, da industrialização e da
modernização das instituições estatais. A obra de Ianni evidencia que a
prosperidade econômica e a ampliação do aparato estatal não se traduzem
necessariamente em redução das desigualdades, revelando a complexidade da realidade
social brasileira. Além disso, o estudo aborda a evolução da questão social
desde a escravidão, passando pelo período republicano, até os desafios
contemporâneos, destacando a importância da cidadania e da organização social
como instrumentos de resistência e transformação. O artigo também integra
contribuições de outros autores, como Bourdieu, Gohn e Souza, que discutem a
relevância da análise de Ianni para compreender a persistência da desigualdade,
a exclusão social e os conflitos decorrentes da acumulação de capital e da
organização do trabalho. Assim, a obra se consolida como referência fundamental
para os estudos em sociologia, ciência política e políticas públicas,
oferecendo ferramentas para interpretar os desafios históricos e contemporâneos
da sociedade brasileira e refletir sobre alternativas de democratização e
justiça social.
Palavras-chave: Brasil, Desigualdade Social, Modernização, Questão Social, Octávio Ianni.

