DOI: 10.5281/zenodo.18483525

 

Mariane Alves Borges

Graduada em Licenciatura Plena em História – Universidade do Estado do Pará (UEPA).

 

RESUMO

O presente resumo expandido busca abordar as categorias “ser jovem” e “ser aluno” na contemporaneidade educacional, compreendendo a separação dessas duas concepções, apesar da — como será observado ao longo desta análise — necessária articulação entre elas. Com o objetivo de retratar as principais tensões enfrentadas pelas escolas na atualidade, observa-se que o silenciamento das perspectivas culturais dos estudantes e de seus espaços enquanto jovens no ambiente escolar contribui para recorrentes conflitos de interesses, bem como para o distanciamento e a perda de afinidade desses sujeitos em relação à escola. Nesse sentido, a partir do embasamento teórico de autores relevantes do campo pedagógico, como Dayrell, compreende-se a urgência do diálogo sobre tais temáticas nos espaços de ensino, tanto entre os profissionais da instituição quanto com os próprios estudantes, de modo a reconhecer a presença juvenil como heterogênea nesse contexto. As identidades juvenis, vinculadas à concepção desses indivíduos enquanto jovens, não se limitam ao termo “aluno” quando estes adentram a escola para estudar. Além disso, no interior dessas questões e das individualidades juvenis, emerge frequentemente a vulnerabilidade social à qual parte desse grupo está exposta, fator que pode delimitar sua participação tanto na educação básica quanto no ensino superior. Esses são alguns dos aspectos discutidos neste trabalho, que visa problematizar o “ser jovem” em articulação com a concepção de “ser aluno”, a qual adquiriu um caráter negativo quando utilizada em detrimento da primeira.

Palavras-chave: Juventude. Educação. Ensino. Escola. Aluno.