DOI: 10.5281/zenodo.18483499

 

Adrielle Silva Pinheiro

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em comunicação, linguagem e cultura - Universidade da Amazônia (UNAMA). Email: adriellesp84@gmail.com

 

Barbara Andresa de Souza Balieiro

Mestranda do Programa de Pós-graduação em Ensino de Língua Portuguesa e suas respectivas Literaturas (PPGELL - UEPA). Email: balieiro22@hotmail.com

 

Daiane de Paula Lima da Conceição

Especialista em metodologia de ensino em letras língua portuguesa e literatura (UNIASSELVI). Email: Daianedepaula1997@gmail.com

 

Priscila Lima Lopes

Pós-graduada em Psicopedagogia Institucional (Faculdade Ipiranga) Email: prislima_85@hotmail.com

 

Sílvia Helena Gonçalves Fonseca

Pós-graduação em Língua Portuguesa (Universidade Federal do Pará). Email: silviahgfonseca@yahoo.com.br

 

Joana Darc Soares Vieira

Doutorando em Linguística (PPGL - UFPA).  Email: joanadarcsoaresvieira@gmail.com

 

RESUMO
O ensino de Língua Portuguesa na educação básica brasileira tem sido historicamente orientado por uma perspectiva normativa e prescritiva, que privilegia a norma padrão em detrimento da diversidade linguística presente no contexto social dos estudantes. Nesse cenário, o livro didático assume papel central como mediador das práticas pedagógicas e das concepções de língua legitimadas no espaço escolar. O presente artigo tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica crítica sobre o tratamento do preconceito linguístico e da diversidade linguística nos livros didáticos de Língua Portuguesa, à luz das contribuições da Sociolinguística e da Linguística Aplicada Crítica. Metodologicamente, trata-se de um estudo de natureza qualitativa, de caráter bibliográfico, fundamentado em autores como Bagno, Bortoni-Ricardo, Faraco e Rojo, além de pesquisas recentes que analisam materiais didáticos utilizados na educação básica. Os resultados evidenciam que, embora haja avanços teóricos e normativos no reconhecimento da língua como fenômeno heterogêneo e socialmente situado, os livros didáticos ainda apresentam discursos ambíguos, nos quais a diversidade linguística é mencionada de forma superficial e pouco integrada às práticas efetivas de leitura, escrita e análise linguística. Conclui-se que o tratamento da variação linguística nos materiais didáticos ocorre de maneira parcial e contraditória, reforçando a centralidade da norma padrão e contribuindo para a manutenção do preconceito linguístico no contexto escolar, o que aponta para a necessidade de revisão na concepção desses materiais e de fortalecimento da formação docente.

Palavras-chave: Preconceito linguístico. Variação linguística. Livro didático. Ensino de Língua Portuguesa. Sociolinguística.